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APÓS DENÚNCIA ANÔNIMA
POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL
APREENDE DEZOITO MIL QUILOS DE CARVÃO VEGETAL ILEGAL
NA CIDADE DE CAMBÉ.

 

Nesta sexta feira, dia 11 de outubro de 2013, por volta das 10hs30min, integrantes da Polícia Militar Ambiental do pelotão de Londrina receberam denúncia de comercio e beneficiamento ilegal de carvão vegetal na cidade de Cambé nas imediações da estrada da esperança.

A equipe policial se dirigiu para a Rua Maria Toledo Gonçalves, no Jardim Recanto dos Guimaraes, em uma chácara no final da rua, aonde localizou um centro de recebimento, beneficiamento, embalagem, fabrico e produção de produtos e subprodutos derivados de carvão vegetal.

No local ao todo os policiais verificaram existir cerca de 18 mil quilos de carvão vegetal, que era obtido de forma desconhecida, provavelmente envolvendo o trabalho de pequenos produtores de cidades pequenas na região de Londrina em desmatamentos ou mesmo na extração e arvores nativas e exóticas sem o controle ou licenciamento necessário.

Neste local foram encontradas seis pessoas adultas trabalhando, sendo um gerente e cinco trabalhadores braçais laborando sem as mínimas condições de saúde e segurança no local, que além de possuir o carvão ainda tinha um setor de fabricação e prensagem de po de carvão para sua reutilização.

No local não existia nenhum cuidado ou mesmo documentação sobre origem e proteção ambiental, nem mesmo eram tomados cuidados com os rejeitos do processo de embalagem que estavam depositados a céu aberto, e somam cerca de mais de 20.000 quilos deste material espalhado pela área da chácara.

Foram encontradas diversas irregularidades de segurança das pessoas que estavam no local, elas não possuíam os devidos equipamentos de proteção individual  necessários a atividade que envolvem muitas partículas sólidas no ar durante o processo de beneficiamento e embalagem e a manipulação de produtos inflamáveis simultaneamente.

Além disto existia grande risco de incêndio em todos os pontos da chácara, pois não foi encontrado nenhum extintor de incêndio ou mesmo sistema de prevenção e combate, e no mesmo local do barracão acontecia a embalagem de sacos de papelão com carvão, e  também eram manuseados acendedores a base de álcool em gel que eram afixados as embalagens com maquinário elétrico capaz de produzir faíscas, somado a grande quantidade de carvão estocados em sacos e papel no mesmo recinto.

Segundo informação, nenhum trabalhador tinha carteira assinada ou treinamento para as atividades para lidar com produto de risco de incêndio espontâneo, mesmo os funcionários que operavam maquina extrusadora que fabricava bloquetos com o pó de carvão vegetal que depois de fabricados eram secado dentro de um cômodo que tem sinais de que fogo era utilizado para a secagem dos bloque de po de carvão prensado.

O gerente de operações foi preso em flagrante e junto com as demais pessoas encaminhadas para depoimento na delegacia de policia da cidade de Cambé, todas as embalagens tinham endereço com cidade diferente ao local real da embalagem, técnica utilizada para despistar fiscalizações, com embalagens escritas também em idioma paraguaio o que mostra que os consumidores e a receita estadual são enganados ao adquirir estes produtos, que segundo o gerente estavam sendo embarcados em uma carreta que iria levá-los para a cidade de São Paulo, capital.

Os policiais ainda constataram que o acusado não tinha nenhuma autorização municipal para funcionamento do deposito, nenhuma autorização ou licença ambiental para suas atividades, e também não tinha nenhum documento comprovando a origem da madeira cortada para fabricar o carvão vegetal encontrado.

Foi identificado que no deposito haviam cerca de duas mil embalagens vazias, mas segundo o proprietário ele é quem embala os produtos todos do mesmo lote que vem ensacados a granel, e ainda relatou que recebe as embalagens da pessoa que vende o carvão para ele, relatando ser um empresário da cidade de São Paulo.

O deposito clandestino foi interditado pelo IAP e toda a mercadoria foi apreendida,  sendo que o corpo de bombeiros e defesa civil foram acionados para providencias com relação ao local e ainda serão comunicados o ministério publico e do trabalho.
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Sendo o carvão um produto de possível combustão espontânea os policiais estranharam também o fato de não haver nenhum dispositivo especial contra incêndios nos locais vistoriados, o carvão ainda pode representar risco de saúde para moradores das regiões devido a possíveis emissões de vapores e fuligem toxica.

Estas ações de proteção ambiental continuam em toda a região operacional da Segunda Companhia do Batalhão de Policia Militar Ambiental (BPMA), conforme ordem direta de nosso comandante Tenente Coronel Chehade Elias Geha e do governador Beto Richa, lembrando que todo cidadão pode ser um defensor da natureza e ajudar no combate aos crimes ambientais denunciando a qualquer hora, em todo o estado do Paraná os crimes ambientais através do telefone (43) 3341-7733 em Londrina e região.

 

 

Capitão PM Ricardo Fardim Eguedis
Comandante da 2ª Cia de Polícia Ambiental